sexta-feira, 4 de junho de 2010

O 5º C e uma versão fantástica do conto "O Galo e a Raposa" de Consiglieri Pedroso

Era uma vez uma raposa
Uma raposa muito matreira
Avistou umas galinhas
Que não estavam na capoeira
Com as galinhas estava o galo
Preocupado com o seu bem-estar
- Anda cá, anda, raposa !
Que uma corrida vais levar
No meio da barafunda
O galo a raposa enganou
Foi para ao pé dos caçadores
E assim a raposa tramou! Ali no meio do campo
Um lavrador trabalhava
Com ele andava a mulher
Enquanto a filha chorava
Um melro muito atrevido
Por ali andava sozinho
- Ó pai, ó pai, ó pai
Eu quero aquele passarinho
- Larga-me da mão, gaiata !
Tenho mais o que fazer . . .
Vai lá tu buscá-lo
Se é que o queres ter
O Melro fugia, fugia
E na cabeça da mulher poisou
Sem perder a oportunidade
O homem a sua vara varou
E a pobre mulher, coitada
Sem ter tempo para nada
Dela não se desviou
Olhem para ela agora !
Já não é a filha a chorar
Em vez de um melro na cabeça
Tem agora um galo a cantar
Mas a história não acaba aqui . . .
O bom do melro da raposa se queria livrar
Ao lavrador roubou o seu belo jantar
- Ó raposa , olha aqui !
Olha o jantar que tenho para ti !
Onde comem dois comem três
Podemos comer isto de uma só vez:
Tu, o lobo e eu! Vês ?
A raposa o lobo chamou
E eis que ele chega
Faminto, guloso e lambão
Tudo a fera devorou
Só ficaram as migalhas do pão.
De tanto vinho que o lobo bebeu
Tão bêbedo ficou que adormeceu
-Ó pai, ó pai, ó pai!
Olha lá o que aconteceu
O belo do teu jantar
Foi o lobo que o comeu!
O homem desembestado
Na sua vara agarrou
E zás, trás, pás
Pim, pam, pum
Catrapum , pum, pum
O lobo matou . . .
Que raio de moral é esta?
A má da fita, a raposa, safa-se
O vilão do melro voou para bem longe
E o pobre do lobo, convidado nesta história
Morreu de pancada, sem honra nem glória!

1 comentários:

Isabel Fernandes disse...

Parabéns pelo vosso trabalho!
Muito bonito.
Que vos tenha agradado e continuação de boas leituras e boas escritas!