quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Porque estamos fartos de guerras estúpidas e cruéis! Gritamos conta a guerra!
Da série "Poesia numa hora dessas ou porque poesia é fundamental"
Para além do sangue que vemos nos jornais ,um pouco da alma do povo palestiniano traduzida na poesia de Mahmud Darvich (1942-2008), um dos maiores poetas do mundo árabe, por muitos considerado como o poeta dos palestinianos.
Carteira de identidade
Registra-me!
sou árabe
número de minha identidade é cinquenta mil
tenho oito filhos
e o nono... virá logo depois do verão!
vais te irritar por acaso?
Registra-me!
sou árabe
trabalho com meus companheiros de luta
em uma pedreira
tenho oito filhos
arranco pedras
o pão, as roupas, os cadernos
e não venho mendigar em tua porta
e não me dobro
diante das lajes de teu umbral
vais te irritar por acaso?
Registra-me!
sou árabe
meu nome é muito comum
e sou paciente
em um país que ferve de cólera
minhas raízes...
fixadas antes do nascimento dos tempos
antes da eclosão dos séculos
antes dos ciprestes e oliveiras
antes do crescimento vegetal
meu pai... da família do arado
e não dos senhores do Nujub¹
e meu avô era camponês
sem árvore genealógica
minha casa
uma cabana de guarda
de canas e ramagens
satisfeito com minha condição
meu nome é muito comum
Registra-me
sou árabe
sou árabe
cabelos... negros
olhos... castanhos
sinais particulares
um kuffiah² e uma faixa na cabeça
as palmas ásperas como rochas
arranharam as mãos que estreitam
e amo acima de tudo
o azeite de oliva e o tomilho
meu endereço
sou de um povoado perdido... esquecido
de ruas sem nome
e todos os seus homens... no campo e na pedreira
amam o comunismo
vais te irritar por acaso?
Registra-me
sou árabe
tu me despojaste dos vinhedos de meus antepassados
e da terra que cultivava
com meus filhos
e não os deixaste
nem a nossos descendentes
mais que estes seixos
que nosso governo tomará também
como se diz
vamos!
escreve
bem no alto da primeira página
que não odeio os homens
que eu não agrido ninguém
mas... se me esfomeiam
como a carne de quem me despoja
e cuidado... cuida-te
de minha fome
e minha cólera.
1 Célebre tribo da Arábia
2 Lenço com desenhos quadriculados, usado para cobrir a cabeça e que tornou-se símbolo nacional palestino pela liberdade e independência. Originariamente, esse lenço é usado pelos camponeses para
proteger a cabeça durante o trabalho no campo.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Mais poesia vinda do Brasil! Obrigada Tânia!
Diante de uma criança
Como fazer feliz meu filho?
Não há receitas para tal
Todo o saber, todo o meu brilho
De vaidoso intelectual
Vacila ante a interrogação
Gravada em mim, impressa no ar
Bolas, bombons, patinação
Talvez bastem para encantar?
Imprevista, fartas mesadas
Louvores, prêmios, complacência
Milhões de coisas desejadas
Concedidas sem reticências?
Liberdade alheia a limites
Perdão de erros sem julgamento,
E dizer-lhe que estamos quites,
Conforme a lei do esquecimento?
Submeter-se à sua vontade
Sem ponderar, sem discutir?
Dar-lhe tudo aquilo que há
De entontecer um grão-vizir?
E se depois de tanto mimo
que o atraia ele se sente
pobre, sem paz e sem arrimo,
alma vazia, amargamente?
Não é feliz. Mas que fazer
Para o consolo dessa criança?
Como em seu íntimo acender
Uma fagulha de confiança?
Eis que acode meu coração
E oferece como uma flor,
a doçura dessa lição:
dar a meu filho meu amor.
Pois o amor resgata a pobreza
Vence o tédio, ilumina o dia
E instaura em nossa natureza
A imperecível alegria.
Carlos Drummond de Andrade
Regresso ao Futuro... Também queremos um auditório!
Obrigada pela recepção, pelo almoço, e pela visita guiada que me levou a tempos idos...
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Vamos ajudar a AMI

Histórias valiosas para pais e filhos
O Urso, o Macaquinho e o Colibri
O menino Pescador e o Golfinho
A Princesa Viajante e o Velho Rei
O Macaco Albino
O Nababo Vaidoso
Idris
Histórias que ensinam valores muito importantes, inventadas por um médico que tem dedicado grande parte da sua vida a ajudar os outros.
Ilustrações de Sandra Serra
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
19 de Janeiro de 1923, Eugénio de Andrade

O SORRISO
Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
O OUTRO NOME DA TERRA
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Mas o melhor do Mundo são as crianças... 6ºD
O sorriso de uma criança é como o sol numa tarde de Verão...
As palavras mais importantes que existem são as palavras Pai e Mãe...
Um Mundo só de adultos é um Mundo sério... imaginem um Mundo só de regras e sério... Já imaginaram? As crianças são a esperança de um Mundo melhor... São elas que nos fazem rir e esse riso é uma cura para o mau-feitio que os adultos têm. E se as crianças fossem tristes, de que seria feita a Felicidade? As crianças são como uma nuvem clara, ao sol, um mundo cheio de flores... e o Mundo sem crianças é cinzento e chato... é escuro e frio, sem amor, sem gargalhadas! Sim, o Mundo precisa das crianças! Eu sou criança e adoro! E quando se é criança tem-se tempo para tudo...
E o melhor do Mundo são as crianças
Porque nos deixam esperanças
de vivermos felizes
neste Mundo de mudanças.
e os que mal-tratam as crianças são uns monstros.
Nós iremos crescer, ser felizes,trabalhadores,daremos futuro ao Mundo...
E quando formos adultos
também vamos querer miúdos.
Zeca
As crianças brincam
para crescer
As crianças sonham
para viver
As crianças choram
para chamar a atenção
As crianças estudam
para ser alguém
As crianças pensam
para saber
As crianças pulam
para brincar
As crianças saltam
para implorar
As crianças ajudam
para serem boas
As crianças olham
para disfarçar
Por isso, pode haver milhares de coisas
mas o melhor do Mundo são as crianças.
Carminho
Ser criança é ser o Futuro
É na escola trabalhar no duro
É orgulhar os nossos pais
É ter alegria
É tentar apanhar pardais
É viver num Mundo de Fantasia
É ser traquinas
É aprender com os erros
Assustar os bezerros
Brincar nas esquinas
Ser criança é ter liberdade
Fazer amigos
Não perder a dignidade
Ser criança tem a ver com a idade
E baloiçar no baloiço que balança
É correr num jardim
Também é sofrer
Mas o sofrimento tem fim
Ser criança é imaginar
Como serão as nossas danças!
É ouvir os adultos falar
E dizer que
O Melhor do Mundo são as Crianças!
Raquel



