Para crianças tratar,
Estou sempre disponível,
Dar e receber.
Injeções vou ter que dar,
A ver bebés a chorar,
Tenho que os tratar,
Ralhar não vou fazer,
A brincar não quero ser.
Ana Margarida Coelho
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Ha, ha, ha!
O lobo e o
cordeirinho
Era uma vez
um lobo maltês,
no entanto era bonzinho
só para um cordeirinho,
contudo a única coisa
que lhe interessava
era a carne
que o pobre bicho transportava.
O cordeirinho aprecebeu-se
das intenções do lobo,
mas não fugiu
porque decidiu,
que a vingança
é um prato que se serve frio.
Porém não foi o maior que ganhou,
foi o mais pequeno que se safou,
e com duas facadas a história acabou.
Filipe
Zambujo nº 8
Filipe Barradas nº 9
6ºB
quarta-feira, 23 de maio de 2012
A profissão que quero ter
Muito
trabalho vou ter
Em
Évora vou ficar
De
crianças vou cuidar
Infeções
vou curar
Com
bebés vou ter de trabalhar
Amiga
das mamãs vou ficar.
Verei montes de animais
Entenderei os problemas,
Trabalharei sem parar
Entrando em todos os esquemas.
Raramente me cansaria
Inspirada em ajudar,
Nunca pensaria em desistir
Até os fazer melhorar.
Resistir e tentar não chorar
Impossível mas tenho de me acalmar,
Até farei milagres ao animais salvar.
Inês Freire, 5º G
Muita atenção vou ter
E muitas horas a trabalhar
Dia e noite,noite e dia
Injeções sempre a dar
Cada pessoa uma alegria
A melhor ação é ajudar.
Maria Sabino, 5º G
terça-feira, 22 de maio de 2012
As estações sem ti
As estações
No
verão felizmente
Há
calor,
Um
agradável odor
A
maresia continuamente
No
outono infelizmente
As
pessoas diariamente
Ficam
doentes
O odor
desaparece efetivamente
No
inverno alegremente
As
crianças recebem prendas
Brincando
solitariamente
À
espera de gente
Na
primavera para a nossa alegria
As
flores voltam a crescer
Muito
rápido,
E o
odor volta para a gente.
Primavera,
outono, inverno e verão
Um ano
que passou rapidamente
Repleto
de diversões
Que
venha mais dela brevemente.
Sem ti
Sozinho
ou
Triste
ou abandonado
É assim
como eu
Me
sinto sem ti
Ora a
procura
De um
lugar
Sem
ninguém mas
Contigo
ora chorando
Desesperadamente
atrás
Da tua
alma
A minha
vida
Sem ti
não tem
Sentido,
sem ti
Vais
embora ou
Ficas e
me amas
Assim
vivendo
Uma
paixão imortal.
É assim
que me sinto sem ti.
Manuel e Rafael
O Príncipe Demente e a Princesa
Era uma vez somente
Um príncipe demente
E que era atrasado mentalmente
Vivia num castelo tristemente
Muito solitariamente.
Andava de cavalo rapidamente
Mas bicicleteava lentamente
Nos estudos não era o melhor garantidamente
Mas inventava coisas eficazmente
Que funcionavam brilhantemente.
E este príncipe demente
Gostava de viver assim.
A Princesa
Era uma vez uma princesa
Que ora estava casada
Ora não era amada.
Esta princesa era muito viajada
Ora estava no seu palacete
Ora visitava seu pai no gabinete.
Era muito boa a tocar clarinete
Ou era da alegria
Ou da riqueza em simpatia
Descobriremos qualquer dia
Joaquim Franco e Vasco Queiroga
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Numa tarde de Primavera
Numa tarde de primavera,
Uma brisa suavemente
Viajava pelo mar
Muito tranquilamente.
A brisa embalava
Delicadamente o mar
E os dois juntos
Faziam uma dança de encantar.
A brisa refrescava as pessoas
E estas divertidamente
Conversavam e passeavam pelos jardins.
Nesta tarde maravilhosa
Os pássaros cantavam e rodopiavam,
E as pessoas ouviam-nos
Batendo palmas alegremente.
Margarida e Alexandra
A vida do meu vizinho
A vida do meu vizinho
Infelizmente,
Quando chegou a casa,
Ele entrou em casa
Paulo e Tiago
Infelizmente,
o meu vizinho
mente constantemente
e também fuma
diariamente.
Recentemente,
ele foi operado
ao braço
que estava dormente.
Quando chegou a casa,
encontrou a mulher doente
e foi leva-lá ao hospital
rapidamente.
Ele entrou em casa
com um olhar contente,
porque a mulher tinha sobrevivido
porque a mulher tinha sobrevivido
àquele acidente.
Paulo e Tiago
sexta-feira, 18 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Já o tenho, na minha mão
No dia um de junho, dia da criança, sem ser por acaso a escolha do dia, será lançada a nossa obra, uma obra constituída por cinquenta textos, muitos de cá e alguns de lá, do Brasil. Foram todos redigidos com amor, amor pela escrita.
Mas convém contar a história do nascimento desta obra, que muito deve às redes sociais e à boa vontade de quem trabalha com a escrita, com a leitura e com alunos.
Algumas das personagens desta história conheceram-se através do Facebook, um mundo fantástico que nos permitiu descobrir uma escritora de «mão cheia» e de uma enorme generosidade.
O seu nome é Teresa. A Teresa Maria Queiroz aceitou um convite da Biblioteca Escolar da Escola André de Resende para vir falar, na Semana da Leitura, sobre o que leva alguém a escrever, como pôr no papel aquilo que nos vai na alma. Foi este o primeiro capítulo desta história. Mas temos de fazer uma pausa na narrativa. Temos de explicar que a nossa escola é uma escola aLer+, é uma escola que fomenta a leitura, que está integrada em programas que promovem a leitura mas que também sempre quis promover a escrita.
Algumas professoras de Português tiveram o privilégio de conhecer a Dra. Paula Sande, uma professora que leciona em Arraiolos, autora de um projeto de escrita, que aponta para oficinas de escrita integradas nos horários dos alunos. Generosa que é, «ofereceu-nos» o seu projeto para que o alterássemos à medida de uma escola de 2º e 3º ciclos, à nossa medida e à medida das nossas necessidades. Foi assim que nasceu o projeto Ler+ Escrever Melhor, apadrinhado pelas coordenadoras da Biblioteca Escolar e do Departamento de Línguas.
Retomemos, então, o relato.
Nas férias de verão, a Teresa, entretanto já editora da Pastelaria Studios, lembrou-se de desafiar a biblioteca para integrar um projeto de escrita que envolveria a criação de um DVB. É este, então, o segundo capítulo. Reunimo-nos para definir as linhas orientadoras, assentámos na criação de um blogue e tentámos criar ligações com os países lusófonos fazendo desse blogue uma plataforma, em que se estabeleceriam as relações para que as vozes de lá e de cá se ouvissem. A coordenadora da BE, a professora Helena Quadrado, assumiu a coordenação das Vozes, enquanto projeto da Biblioteca, e eu, membro da equipa da BE, coordenei o blogue vozesdelaedeca.blogspot.pt, mantendo sempre em aberto o diálogo com a Pastelaria Studios, seguindo as suas orientações.
Mais capítulos se seguiram e a meio do percurso nasceu o livro! Os nossos alunos perceberam que os seus textos iriam ser publicados e eles iam tornar-se «autores» nesse mundo fantástico dos livros! Os seus trabalhos, produzidos nas aulas de escrita do projeto Ler+ Escrever Melhor, ou nas nossas aulas, dedicadas à escrita, deram um livro. O nosso livro, Vozes de lá e de cá.
Mas este não é o fim… É, sim, um começo…
Como diz a Teresa, não conseguimos chegar tão longe, fisicamente, quanto o desejaríamos, só tivemos respostas do Brasil, a professora Anna Manguinho fez os possíveis para que o Lá existisse, e o que alcançámos com os nossos miúdos foi mágico. E estamos prontos para continuar!
Obrigada, Teresa Maria Queiroz e Pastelaria Studios, pela aposta em nós.
O seu nome é Teresa. A Teresa Maria Queiroz aceitou um convite da Biblioteca Escolar da Escola André de Resende para vir falar, na Semana da Leitura, sobre o que leva alguém a escrever, como pôr no papel aquilo que nos vai na alma. Foi este o primeiro capítulo desta história. Mas temos de fazer uma pausa na narrativa. Temos de explicar que a nossa escola é uma escola aLer+, é uma escola que fomenta a leitura, que está integrada em programas que promovem a leitura mas que também sempre quis promover a escrita.
Algumas professoras de Português tiveram o privilégio de conhecer a Dra. Paula Sande, uma professora que leciona em Arraiolos, autora de um projeto de escrita, que aponta para oficinas de escrita integradas nos horários dos alunos. Generosa que é, «ofereceu-nos» o seu projeto para que o alterássemos à medida de uma escola de 2º e 3º ciclos, à nossa medida e à medida das nossas necessidades. Foi assim que nasceu o projeto Ler+ Escrever Melhor, apadrinhado pelas coordenadoras da Biblioteca Escolar e do Departamento de Línguas.
Retomemos, então, o relato.
Nas férias de verão, a Teresa, entretanto já editora da Pastelaria Studios, lembrou-se de desafiar a biblioteca para integrar um projeto de escrita que envolveria a criação de um DVB. É este, então, o segundo capítulo. Reunimo-nos para definir as linhas orientadoras, assentámos na criação de um blogue e tentámos criar ligações com os países lusófonos fazendo desse blogue uma plataforma, em que se estabeleceriam as relações para que as vozes de lá e de cá se ouvissem. A coordenadora da BE, a professora Helena Quadrado, assumiu a coordenação das Vozes, enquanto projeto da Biblioteca, e eu, membro da equipa da BE, coordenei o blogue vozesdelaedeca.blogspot.pt, mantendo sempre em aberto o diálogo com a Pastelaria Studios, seguindo as suas orientações.
Mais capítulos se seguiram e a meio do percurso nasceu o livro! Os nossos alunos perceberam que os seus textos iriam ser publicados e eles iam tornar-se «autores» nesse mundo fantástico dos livros! Os seus trabalhos, produzidos nas aulas de escrita do projeto Ler+ Escrever Melhor, ou nas nossas aulas, dedicadas à escrita, deram um livro. O nosso livro, Vozes de lá e de cá.
Mas este não é o fim… É, sim, um começo…
Como diz a Teresa, não conseguimos chegar tão longe, fisicamente, quanto o desejaríamos, só tivemos respostas do Brasil, a professora Anna Manguinho fez os possíveis para que o Lá existisse, e o que alcançámos com os nossos miúdos foi mágico. E estamos prontos para continuar!
Obrigada, Teresa Maria Queiroz e Pastelaria Studios, pela aposta em nós.
Se eu morrer antes de você, faça-me um favor
Se
eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas
não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não
chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de
rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e
acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se
me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só
porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de
ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demónio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demónio, mas que a vida inteira eu
tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo,
chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com
Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar
sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever
alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase : ' Foi meu amigo,
acreditou em mim e me quis mais perto de Deus !' Aí, então derrame uma
lágrima. Eu não estarei presente para enxuga-la, mas não faz mal. Outros
amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei
cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma
espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito
feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o
Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a
amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas ?
Sim??? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer
um dia, e que morramos como quem soube viver direito. Amizade só faz
sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo
o seu começo. Eu não vou estranhar o céu . . . Sabe porque ? Porque...
Ser seu amigo já é um pedaço dele !
Vinícius de Moraes
segunda-feira, 14 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Se eu fosse
Se eu fosse…
Se eu fosse o sol,
todas as manhãs acordava a
terra com os meus raios quentinhos.
Se eu fosse o vento,
brincava com as folhas das
árvores fazendo-lhes cócegas.
Se eu fosse um animal,
seria um ouriço e
recolhia-me na minha casinha de picos para me proteger;
ou um cavalo e corria
livre pela planície.
Se eu fosse um rapaz,
não sei o que faria.
Mas se fosse crescido,
barbear-me-ia, quase de
certeza.
Se eu fosse uma rapariga
crescida,
andaria na Universidade e
viajaria com as minhas amigas.
Se eu fosse veterinária,
ajudaria os animais para
que eles vivessem mais.
Se eu fosse uma palavra,
gostaria de estar num
poema.
Se eu fosse o Presidente
da República,
acabaria com a crise.
Mafalda Mendes
terça-feira, 8 de maio de 2012
To Helena, Ruy Belo
To Helena
Acabo de inventar um novo advérbio: helenamente
A maneira mais triste de se estar contente
a de estar mais sozinho em meio de mais gente
de mais tarde saber alguma coisa antecipadamente
Emotiva atitude de quem age friamente
inalterável forma de se ser sempre diferente
maneira mais complexa de viver mais simplesmente
de ser-se o mesmo sempre e ser surpreendente
de estar num sítio tanto mais se mais ausente
e mais ausente estar se mais presente
de mais perto se estar se mais distante
de sentir mais o frio em tempo quente
O modo mais saudável de se estar doente
de se ser verdadeiro e revelar-se que se mente
de mentir muito verdadeiramente
de dizer a verdade falsamente
de se mostrar profundo superficialmente
de ser-se o mais real sendo aparente
de menos agredir mais agressivamente
de ser-se singular se mais corrente
e mais contraditório quanto mais coerente
A via enviesada para ir-se em frente
a treda actuação de quem actua lealmente
e é tão impassível como comovente
O modo mais precário de ser mais permanente
de tentar tanto mais quanto menos se tente
de ser pacífico e ao mesmo tempo combatente
de estar mais no passado se mais no presente
de não se ter ninguém e ter em cada homem um parente
de ser tão insensível como quem mais sente
de melhor se curvar se altivamente
de perder a cabeça mas serenamente
de tudo perdoar e todos justiçar dente por dente
de tanto desistir e de ser tão constante
de articular melhor sendo menos fluente
e fazer maior mal quando se está mais inocente
É sob aspecto frágil revelar-se resistente
é para interessar-se ser indiferente
Quando helena recusa é que consente
se tão pouco perdoa é por ser indulgente
baixa os olhos se quer ser insolente
Ninguém é tão inconscientemente consciente
tão inconsequentemente consequente
Se em tantos dons abunda é por ser indigente
e só convence assim por não ser muito convincente
e melhor fundamenta o mais insubsistente
Acabo de inventar um novo advérbio: helenamente
O mar a terra o fumo a pedra simultaneamente
-Ruy Belo
«Luís, o poeta, salva a nado o poema», Almada Negreiros
Era uma vez
um português de Portugal. O nome Luís há de bastar toda a nação ouviu falar. Estala a guerra e Portugal chama Luís para embarcar. Na guerra andou a guerrear e perde um olho por Portugal. Livre da morte pôs-se a contar o que sabia de Portugal. Dias e dias grande pensar juntou Luís a recordar. Ficou um livro ao terminar muito importante para estudar: Ia num barco ia no mar e a tormenta vá d'estalar. Mais do que a vida há de guardar o barco a pique Luís a nadar. Fora da água um braço no ar na mão o livro há de salvar. Nada que nada sempre a nadar livro perdido no alto mar. _ Mar ignorante que queres roubar? A minha vida ou este cantar? A vida é minha ta posso dar mas este livro há de ficar. Estas palavras hão de durar por minha vida quero jurar. Tira-me as forças podes matar a minha alma sabe voar. Sou português de Portugal depois de morto não vou mudar. Sou português de Portugal acaba a vida e sigo igual. Meu corpo é Terra de Portugal e morto é ilha no alto mar. Há portugueses a navegar por sobre as ondas me hão de achar. A vida morta aqui a boiar mas não o livro se há de molhar. Estas palavras vão alegrar a minha gente de um só pensar. À nossa terra irão parar lá toda a gente há de gostar. Só uma coisa vão olvidar o seu autor aqui a nadar. É fado nosso é nacional não há portugueses há Portugal. Saudades tenho mil e sem par saudade é vida sem se lograr. A minha vida vai acabar mas estes versos hão-de gravar. O livro é este é este o canto assim se pensa em Portugal. Depois de pronto faltava dar a minha vida para o salvar. |
domingo, 6 de maio de 2012
Poema azul, Pipa Barreto
Poema azul
Eu também não sei o que é o mar...
Não sei voar...
Mas sei cantar a tua voz
macia, fresca, solta
e sei chorar lágrimas nossas
fechadas
e sei cada minuto
absolutamente nosso
puro
e sei respirar o fundo calor
do teu colo
e sei, mãe, sofrer a nossa dor
imersa numa concha
e rir, mãe, sei rir
connosco na corrente
deste azul
e sei, ainda sei, a paz horizontal
dos nossos olhos
sei mergulhar, mãe, em ti,
outra vez em ti
com aquela doçura toda
que me adormecia
E
a luz a
derreter os silêncios todos
E sei, é surdo o grito. Violento.
Mãe, eu sei a-mar-te
sempre
Mas o mar, mãe,
Eu também não sei o
que é o mar...
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