domingo, 29 de abril de 2012
É oficial: tenho um feitio difícil!
Não gosto de mentiras
Não gosto de intrigas
Não gosto de confidências
Não gosto de segredos
Não sou imparcial
Não sou isenta
Não calo injustiças
Não defendo porque sim
Não defendo porque não
Não estabeleço limites
Não defino regras
Não reconheço galões
Não faço minhas as palavras dos outros…
Arrependo-me tantas vezes
Voltaria atrás, se pudesse
Corrigiria o mal que fiz
Faria melhor desta vez!
Mudaria como o vento
Embalava-me no mar
Gritaria ao ar que me leve
Porque já não posso mais.
Não sei agradar
Não sei ser de outro modo
Sei ser eu, assim, com pressa
Com paixão, com amor
Com vontade de arrasar
O que nos esmaga,
O que nos prende…
Não gosto de intrigas
Não gosto de confidências
Não gosto de segredos
Não sou imparcial
Não sou isenta
Não calo injustiças
Não defendo porque sim
Não defendo porque não
Não estabeleço limites
Não defino regras
Não reconheço galões
Não faço minhas as palavras dos outros…
Arrependo-me tantas vezes
Voltaria atrás, se pudesse
Corrigiria o mal que fiz
Faria melhor desta vez!
Mudaria como o vento
Embalava-me no mar
Gritaria ao ar que me leve
Porque já não posso mais.
Não sei agradar
Não sei ser de outro modo
Sei ser eu, assim, com pressa
Com paixão, com amor
Com vontade de arrasar
O que nos esmaga,
O que nos prende…
sábado, 28 de abril de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Miguel Portas... cedo demais
Devia morrer-se de outra maneira.
Transformarmo-nos em fumo, por exemplo.
Ou em nuvens.
Quando nos sentíssemos cansados, fartos do mesmo sol
a fingir de novo todas as manhãs, convocaríamos
os amigos mais íntimos com um cartão de convite
para o ritual do Grande Desfazer: “Fulano de tal comunica
a V. Exa. que vai transformar-se em nuvem hoje
às 9 horas. Traje de passeio”.
E então, solenemente, com passos de reter tempo, fatos
escuros, olhos de lua de cerimônia, viríamos todos assistir
a despedida.
Apertos de mãos quentes. Ternura de calafrio.
“Adeus! Adeus!”
E, pouco a pouco, devagarinho, sem sofrimento,
numa lassidão de arrancar raízes…
(primeiro, os olhos… em seguida, os lábios… depois os cabelos… )
a carne, em vez de apodrecer, começaria a transfigurar-se
em fumo… tão leve… tão sutil… tão pólen…
como aquela nuvem além (veem?) — nesta tarde de outono
ainda tocada por um vento de lábios azuis…
José Gomes Ferreira
Transformarmo-nos em fumo, por exemplo.
Ou em nuvens.
Quando nos sentíssemos cansados, fartos do mesmo sol
a fingir de novo todas as manhãs, convocaríamos
os amigos mais íntimos com um cartão de convite
para o ritual do Grande Desfazer: “Fulano de tal comunica
a V. Exa. que vai transformar-se em nuvem hoje
às 9 horas. Traje de passeio”.
E então, solenemente, com passos de reter tempo, fatos
escuros, olhos de lua de cerimônia, viríamos todos assistir
a despedida.
Apertos de mãos quentes. Ternura de calafrio.
“Adeus! Adeus!”
E, pouco a pouco, devagarinho, sem sofrimento,
numa lassidão de arrancar raízes…
(primeiro, os olhos… em seguida, os lábios… depois os cabelos… )
a carne, em vez de apodrecer, começaria a transfigurar-se
em fumo… tão leve… tão sutil… tão pólen…
como aquela nuvem além (veem?) — nesta tarde de outono
ainda tocada por um vento de lábios azuis…
José Gomes Ferreira
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Somebody, now you're just somebody that I used to know
Now and then I think of when we were together
Like when you said you felt so happy you could die
Told myself that you were right for me
But felt so lonely in your company
But that was love and it's an ache I still remember
Like when you said you felt so happy you could die
Told myself that you were right for me
But felt so lonely in your company
But that was love and it's an ache I still remember
You can get addicted to a certain kind of sadness
Like resignation to the end, always the end
So, when we found that we could not make sense
Well, you said that we would still be friends
But I'll admit that I was glad that it was over
Like resignation to the end, always the end
So, when we found that we could not make sense
Well, you said that we would still be friends
But I'll admit that I was glad that it was over
But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough
No, you didn't have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don't need, that though
Now you're just somebody that I used to know
Now you're just somebody that I used to know
Now you're just somebody that I used to know
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough
No, you didn't have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don't need, that though
Now you're just somebody that I used to know
Now you're just somebody that I used to know
Now you're just somebody that I used to know
Now and then I think of all the times you screwed me over
But had me believing it was always something that I'd done
But I don't wanna live that way, reading into every word you say
You said that you could let it go
And I wouldn't catch you hung up on somebody that you used to know
But had me believing it was always something that I'd done
But I don't wanna live that way, reading into every word you say
You said that you could let it go
And I wouldn't catch you hung up on somebody that you used to know
But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough
No, you didn't have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don't need, that though
Now you're just somebody that I used to know
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough
No, you didn't have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don't need, that though
Now you're just somebody that I used to know
Somebody, I used to know
Somebody, now you're just somebody that I used to know
Somebody, I used to know
Somebody, now you're just somebody that I used to know
Somebody, now you're just somebody that I used to know
Somebody, I used to know
Somebody, now you're just somebody that I used to know
I used to know
That I used to know
I used to know
Somebody
That I used to know
I used to know
Somebody
domingo, 22 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Roald Dahl sabe!
“I have a passion for teaching kids to become readers, to become comfortable with a book, not daunted. Books shouldn't be daunting, they should be funny, exciting and wonderful; and learning to be a reader gives a terrific advantage.”
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Poema, Álvaro de Campos
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).
domingo, 15 de abril de 2012
E Platão também sabia...
«Quando os pais se acostumam a
deixar os filhos fazerem o que querem, quando os filhos não ouvem mais as suas
palavras, quando os professores tremem diante dos seus alunos e preferem
elogiá-los, quando finalmente os jovens desprezam as leis porque não reconhecem
qualquer autoridade de nada ou de ninguém, então, está aí, com toda beleza e
toda juventude o início da tirania».
Platão
sábado, 14 de abril de 2012
JJ Rousseau outra vez! o Homem lá sabe!
A nossa sociedade, garantidamente. não é democrática... é só ver a malta a vender-se por e a qualquer preço! Grande JJ Rousseau
«Uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha que se vender a alguém».
Jean-Jacques Rousseau
Os bons e os maus, segundo Rousseau
«O amor por nós mesmos, que só a nós diz respeito, sente-se satisfeito quando as nossas verdadeiras necessidades ficam satisfeitas; mas o amor-próprio - que se pretende comparar com ele - nunca se sente satisfeito nem o poderia estar, porque esse sentimento, que nos leva a preferirmo-nos aos outros, também exige que os outros nos prefiram a eles próprios; ora isso é impossível. Eis como as paixões suaves e afectuosas têm origem no amor por si próprio, e como as paixões de ódio e de ira provêm do amor-próprio. Assim, o que torna o homem essencialmente bom é o facto de ter poucas necessidades e de pouco se comparar com os outros; o que o torna essencialmente mau é ter muitas necessidades e preocupar-se muito com a opinião. Sobre este princípio, é fácil ver como se podem dirigir - para o bem ou para o mal - todas as paixões das crianças e dos homens. É verdade que, como não podem viver sempre sós, dificilmente poderão viver sempre bons: e esta dificuldade aumentará, necessariamente, com o alargamento das suas relações; e é nisso, sobretudo, que os perigos da sociedade nos tornam a arte e os cuidados mais indispensáveis para prevenir - no coração humano - a depravação originada pelas suas novas necessidades.»
quinta-feira, 12 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Algumas respostas sobre o que se paga (ou não) no SNS
Há dispensa de cobrança de taxas moderadoras no âmbito das seguintes
prestações de cuidados de saúde:
−
Consultas de Planeamento Familiar e actos complementares prescritos no decurso
destas;
−
Consultas, sessões de Hospital de Dia, bem como actos complementares prescritos
no decurso destas, no âmbito de doenças neurológicas degenerativas e
desmielinizantes, distrofias musculares, tratamento da dor crónica,
quimioterapia de doenças oncológicas, radioterapia, saúde mental e no âmbito
das seguintes condições: deficiências de fatores de coagulação, infecção pelo
Vírus da Imunodeficiência Humana /SIDA e diabetes;
Se for referenciado para a urgência pelo meu médico de família pago
taxas moderadoras?
Não, os doentes que ao acederem
ao serviço de urgência referenciados pela rede de cuidados de saúde primários
estão isentos do pagamento da taxa moderadora devida pelo atendimento na
urgência. Contudo, são devidas taxas moderadoras pelos exames efectuados.
Sou doente oncológico. Tenho isenção ou dispensa de pagamento de taxas
moderadoras?
Os doentes oncológicos não estão
directamente isentos pela sua condição, mas antes dispensados do pagamento de
taxas moderadoras num conjunto de procedimentos, designadamente, consultas,
sessões de Hospital de Dia, bem como actos complementares prescritos no decurso
destas, no âmbito de quimioterapia de doenças oncológicas e radioterapia. Os
doentes oncológicos devem obter um atestado médico de incapacidade multiuso
para usufruírem de isenção universal de pagamento de taxas moderadoras (a
isenção depende da atribuição de uma percentagem de incapacidade igual ou
superior a 60%).
segunda-feira, 9 de abril de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
Páscoa - O Menino Jesus por Fernando Pessoa
Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha
fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas pelas estradas
Que vão em ranchos pela estradas
com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas.
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou —
"Se é que ele as criou, do que duvido" —
"Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua
glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansados de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
e eu levo-o ao colo para casa.
(...)
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?
Alberto Caeiro, in
«O Guardador de Rebanhos»
VIII - Num Meio-Dia de Fim de Primavera
sábado, 7 de abril de 2012
A Árvore Generosa
A
Árvore Generosa
Era uma vez uma árvore que amava um menino.
E todos os
dias o menino vinha, juntava as suas folhas e com elas fazia coroas, imaginando
ser o rei da floresta. Subia o seu tronco, balançava-se nos seus ramos, comia
as suas maçãs, brincavam às escondidas e quando ficava cansado dormia à sua
sombra.
O menino
amava aquela árvore como ninguém. E a árvore era feliz.
Mas o tempo
passou. O menino cresceu. E a árvore ficava muitas vezes sozinha.
Um dia o
menino veio e a árvore disse-lhe:
- Anda,
menino. Anda subir o meu tronco, balançar-te nos meus ramos, comer maçãs,
brincar à minha sombra e ser feliz.
- Já sou
muito crescido para brincar – disse o menino. Quero comprar coisas e
divertir-me. Quero dinheiro. Podes dar-me algum dinheiro?
- Desculpa
– disse a árvore. Eu não tenho dinheiro. Só tenho folhas e maçãs. Leva as
minhas maçãs, menino. Vende-as na cidade. Então terás dinheiro e serás feliz.
E assim, o
menino subiu o tronco, colheu as maçãs e levou-as.
E a árvore ficou feliz.
Mas o menino ficou longe da árvore durante muito tempo…
E a árvore ficou triste outra vez. Até que um dia o menino regressou e
a árvore, estremecendo de alegria, disse:
- Anda, menino. Anda subir ao meu tronco, balançar-te nos meus ramos e
ser feliz.
- Estou muito ocupado para subir a árvores – respondeu o menino. Eu
quero uma casa para viver. Quero uma mulher e filhos. Para isso preciso de uma
casa. Podes dar-me uma casa?
- Eu não tenho casa – disse a árvore. A floresta é o meu abrigo. Mas
corta os meus ramos e constrói a tua casa. Então serás feliz.
O menino assim fez. Cortou os ramos e levou-os para construir uma
casa.
E a árvore ficou feliz.
Mas, uma vez mais, o menino separou-se da árvore e quando voltou, a
árvore sentiu-se tão feliz que mal conseguia falar.
- Anda, menino – sussurrou ela. Anda brincar.
- Estou velho e triste demais para brincar – explicou o menino. Quero
um barco que me leve para bem longe daqui. Podes dar-me um barco?
- Corta o meu tronco e faz um barco – disse a árvore. Assim poderás
viajar para longe… e ser feliz.
O menino cortou o tronco, fez um barco e partiu.
E a árvore ficou feliz… Mas não muito.
Muito tempo depois, o menino voltou novamente.
- Desculpa, menino – disse a árvore. Nada mais me resta para te dar.
As maçãs foram-se.
- Os meus dentes são fracos demais para maçãs – explicou o menino.
- Já não tenho ramos – lamentou a árvore.
- Também já não tenho idade para me balançar em ramos – respondeu o
menino.
- Não tenho tronco para subires – continuou a árvore.
- Estou muito cansado para isso – disse o menino.
- Desculpa – suspirou a árvore. Gostava de ter algo para te oferecer…
mas nada me resta. Sou apenas um velho toco. Desculpa…
- Já não preciso de muita coisa – acrescentou o menino. Só um lugar
sossegado onde me possa sentar e descansar. Sinto-me muito cansado.
- Pois bem – respondeu a árvore, endireitando-se o mais possível. Um
velho toco é óptimo para te sentares e descansar. Anda, menino. Senta-te.
Senta-te e descansa.
E foi o que o menino fez.
E a árvore ficou feliz.
A Árvore Generosa
Shel Silverstein
Para fazer o retrato de um pássaro
Para fazer o retrato de um pássaro
Pinta primeiro uma gaiola
com a porta aberta
pinta a seguir
qualquer coisa bonita
qualquer coisa simples
qualquer coisa bela
qualquer coisa útil
para o pássaro.
Agora encosta a tela a uma árvore
num jardim
num bosque
ou até numa floresta.
Esconde-te atrás da árvore
sem dizeres nada
sem te mexeres…
Às vezes o pássaro não demora
mas pode também levar anos
antes que se decida.
Não deves desanimar
espera
espera anos se for preciso
a rapidez ou a lentidão da chegada
do pássaro não tem qualquer relação
com o acabamento do quadro.
Quando o pássaro chegar
se chegar
mergulha no mais fundo silêncio
espera que o pássaro entre na gaiola
e quando tiver entrado
fecha a porta devagarinho
com o pincel.
Depois
apaga uma a uma todas as grades
com cuidado não vás tocar nalguma das penas
Faz a seguir o retrato da árvore
escolhendo o mais belo dos ramos
para o pássaro
pinta também o verde da folhagem a frescura do vento
e agora espera que o pássaro se decida a cantar.
Se o pássaro não cantar
é mau sinal
é sinal que o quadro não presta
mas se cantar é bom sinal
sinal de que podes assinar.
Então arranca com muito cuidado
uma das penas do pássaro
e escreve o teu nome num canto do quadro.
(tradução de Eugénio de Andrade do original «Pour faire le portrait d’un oiseau»de Jacques Prévert)
quinta-feira, 5 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Pearl Jam - Wishlist
I wish I was a sacrifice but somehow still lived on.
I wish I was a sentimental ornament you hung on
The christmas tree, I wish I was the star that went on top,
I wish I was the evidence
I wish I was the sun for fifty million hands upraised, and opened toward the sky.
I wish I was a sailor with someone who waited for me.
I wish I was as fortunate, as fortunate as me.
I wish I was a messenger, and all the news was good.
I wish I was the full moon shining off a camaro's hood.
I wish I was an alien, at home behind the sun,
I wish I was the souvenir you kept your house key on.
I wish I was the pedal break that you depended on.
I wish I was the verb "to trust", and never let you down.
I wish I was a radio song, the one that you could turned up,
I wish, I wish, I wish, I wish,
I guess it never stops.
When You Wish Upon A Star - Pinocchio -
When you wish upon a star
Makes no difference who you are
Anything your heart desires
Will come to you
If your heart is in your dream
No request is too extreme
When you wish upon a star
As dreamers do
Fate is kind
She brings to those who love
The sweet fulfillment of
Their secret longing
Like a bolt out of the blue
Fate steps in and sees you through
When you wish upon a star
Your dreams come true
Fate is kind
She brings to those who love
The sweet fulfillment of
Their secret longing
Like a bolt out of the blue
Fate steps in and sees you through
When you wish upon a star
Your dreams come true
domingo, 1 de abril de 2012
Pensamento da noite
Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências."
OSHO
I just want you to hurt like I do, Randy Newman
I ran out on my children
And I ran out on my wife
Gonna run out on you too baby
I done it all my life
Everybody cried the night I left
Well almost everybody did
My little boy just hung his head
And I put my arm put my arm around his little shoulder
And this is what I said:
"Sonny I just want you to hurt like I do
I just want you to hurt like I do
I just want you to hurt like I do
Honest I do honest I do, honest I do"
If I had one wish
One dream I knew would come true
I'd want to speak to all the people of the world
I'd get up there, I'd get up there on that platform
First I'd sing a song or two you know I would
Then I'll tell you what I'd do
I'd talk to the people and I'd say
"It's a rough rough world, it's a tough tough world
Well, you know
And things don't always, things don't always go the way we plan
But there's one thing, one thing we all have in common
And it's something everyone can understand
All over the world sing along
I just want you to hurt like I do
I just want you to hurt like I do
I just want you to hurt like I do
Honest I do, honest I do, honest I do"
Isabel Allende
Isabel Allende.
Escritora.
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