quinta-feira, 31 de julho de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
segunda-feira, 28 de julho de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
"Steal My Heart Away", Van the Man
I can hear the sound of violins
I can hear the piper play
And every time the song begins
You just steal my heart away
The journey's longer than
I thought my love
There's lots of things
Get in the way
But every time I think of you
You just steal my heart away
Just like a morning
In May like this
See the heather on the hill
There's a place way up
The mountainside
Where the world
Keeps standing still
Just like the sunshine after rain
I'll come
To be with you will save the day
'Cos I know
When I'm with you again
You just steal my heart away
Just like a morning
In May like this
We see the heather on the hill
There's a place up on
The mountainside
Where the world is
Standing still
Just like the sunshine after rain I'll come
To be with you will save the day 'cos I know
When I'm with you again
You just steal my heart away
'Cos I know
When I m with you again
You just steal my heart away
'Cos I know
When I'm with you again
You just steal my heart away
'Cos I know
When I'm with you again
sexta-feira, 18 de julho de 2014
quinta-feira, 17 de julho de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
O Batalhão das Letras ღஐƸ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒஐ
Aqui vão todas as letras,
Desde o A até o Z,
Pra você fazer com elas
O que esperam de você…
Aí vem o Batalhão das Letras
E, na frente, a comandá-lo,
O A, de pernas abertas,
Montado no seu cavalo.
Com um B se escreve BALÃO,
Com um B se escreve BEBÊ,
Com um B os menininhos
Jogam BOLA e BILBOQUÊ.
Com C se escreve CACHORRO,
Confidente das CRIANÇAS
E que sabe seus amores,
Suas queixas e esperanças…
Com um D se escreve DEDO,
Que poderá ser mau ou sábio,
Desde o dedo acusador
Ao D do dedo no lábio…
O E da nossa ESPERANÇA
Que é também o nosso ESCUDO
É o mesmo E das ESCOLAS
Onde se aprende de tudo.
Com F se escreve FUGA,
FRADES, FLORES e FORMIGAS
E as crianças malcriadas
Com F é que fazem FIGAS.
O G é letra importante,
Como assim logo se vê:
Com um G se escreve GLOBO
E o globo GIRA com G.
Com H se escreve HOJE
Mas “ontem” não tem H…
Pois o que importa na vida
É o dia que virá!
O I é a letra do ÍNDIO,
Que alguns julgam ILETRADO…
Mas o índio é mais sabido
Que muito doutor formado!
Com J se escreve JULIETA,
Com J se escreve JOSÉ:
Um joga na borboleta,
O outro no jacaré.
O K parece uma letra
Que sozinha vai andando,
Lembra estradas, andarilhos
E passarinhos em bando…
O L lembra o doce LAR,
Lembra um casal à LAREIRA!
O L lembra LAZER
Da doce vida solteira…
Com M se escreve MÃO.
E agora vê que engraçado:
Na palma da tua mão
Tens um M desenhado!
N é a letra dos teimosos,
Da gente sem coração:
Com N se escreve – NUNCA!
Com N se escreve – NÃO!
Outras letras dizem tudo.
Mas o O nos desconcerta.
Parece meio abobalhado:
Sempre está de boca aberta…
Quem diz que ama a POESIA
E não a sabe fazer
É apenas um POETA inédito
Que se esqueceu de escrever…
Esse Q das QUEIJADINHAS,
Dos bons QUITUTES de QUIABO
Era um O tão mentiroso
Que um dia criou rabo!
Os RATOS morrem de RISO
Ao roer o queijo prato.
Mas para que tanto riso?
Quem ri por último é o gato.
Acheguem-se com cuidado,
De olho aceso, minha gente:
O S tem forma de cobra,
Com ele se escreve SERPENTE.
É o T das TRANÇAS compridas,
Boas da gente puxar;
Jeito bom de namorar
As menininhas queridas…
O U é a letra do luto!
O U do URUBU pousado
Nas negras noites sem lua
Num palanque do banhado…
Este V é o V de VIAGEM
E do VENTO vagabundo
Que sem pagar a passagem
Corre todo o vasto mundo.
Era uma vez um M poeta
Que um dia, em busca de uma rima,
Caiu de pernas pra cima
E virou um belo dábliu!
Coisa assim nunca se viu,
Mas é a história verdadeira
De como o dábliu surgiu…
Com um X se escreve XÍCARA,
Com X se escreve XIXI.
Não faças xixi na xícara…
O que irão dizer de ti?!
Ypsilon – letra dos diabos,
Que engasga o mais sabichão!
Por isso o povo e as crianças
A chamam de “pissilão”…
O Z é a letra de ZEBRA,
E letras das mais infames.
Com um Z os menininhos
Levam ZERO nos exames.
E todas as vinte e seis letras
Que aprendeste num segundo
São vinte e seis estrelinhas
Brilhando no céu do mundo!
Mario Quintana
Poema publicado originalmente no livro Poemas para Infância, retirado de Poesia Completa – Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005
Como perdoar aos inimigos
«Perdoas... és cristão... bem o compreendo...
E é mais cômodo, em suma.
Não desculpes, porém, coisa nenhuma,
Que eles bem sabem o que estão fazendo...»
Mario Quintana
segunda-feira, 14 de julho de 2014
A Idade de Ser Feliz, Mário Quintana
Existe somente uma idade para a gente ser feliz,somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realiza-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encontrar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. Fases douradas em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.
O avô e o neto, Fernando Pessoa
Ao ver o neto a brincar,
Diz o avô, entristecido,
«Ah, quem me dera voltar
A estar assim entretido!
Quem me dera o tempo quando
Castelos assim fazia,
E que os deixava ficando
Às vezes p’ra outro dia;
E toda a tristeza minha
Era, ao acordar, p’ra vê-lo,
Ver que a criada já tinha
Arrumado o meu castelo.»
Mas o neto não o ouve
Porque está preocupado
Com um engano que houve
No portão para o soldado.
E, enquanto o avô cisma, e triste
Lembra a infância que lá vai,
Já mais uma casa existe
Ou mais um castelo cai;
E o neto, olhando afinal
E vendo o avô a chorar,
Diz, «Caiu, mas não faz mal:
Torna-se já a arranjar.»
1926
In Poesia 1918-1930
Van the Man
If my heart could do my thinking
And my head begin to feel
I would look upon the world anew
And know what's truly real.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Dezassete anos de Alentejo
Por esta hora, andávamos nós a subir e a descer escadas com a tralha às costas para começar (mais) uma etapa das nossas vidas. Deixava para trás uma vida de tristeza, de angústia e de muita ansiedade, com a esperança de nunca mais voltar a sentir-me tão triste como fui naquela terra.
Feito um possível balanço, dezassete anos é muito tempo, com todo o calor, infernal e insuportável, apesar dos constrangimentos inerentes ao que fazemos, bem ou mal, apesar do sofrimento causado pelo cancro, foi aqui que me tratei, foi aqui que consegui «ficar», com a esperança de ir para perto dos meus filhos e do mar.
Não adoro esta terra, mas adoro a minha casa. Não adoro a minha escola, mas adoro (muitos, não todos) os meus alunos. Detesto estar sem os meus filhos, mas adoro estar com os meus cães. E adoro o tempo que passo com a minha família nesta casa, mesmo que seja pouco, muito pouco.
Se faria o mesmo? Tinha de o fazer... Saí de Lisboa para ser feliz! Saí das Caldas para não ser infeliz! Não sei quando sairei de Évora, nem se alguma vez conseguirei sair... Gostava de ir para o pé do mar. Dezassete anos é muito tempo.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
domingo, 6 de julho de 2014
sábado, 5 de julho de 2014
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