segunda-feira, 31 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
Teatro
Neste dia do Teatro,
brindemos a todos nós atores, aos que se levantam de manhã e são pais, uma hora
mais tarde professores, ao fim do dia gente do mais comum que há, esgotada,
pouco reconhecida e ainda menos valorizada.
Brindemos aos palcos que pisamos, a nossa casa, a nossa
escola, cada vez mais um espaço de constrangimentos, de faltas, falta de
educação, de mestria, de ensino, de aprendizagem, de brio…
Brindemos ao público, àqueles que entregam os filhos às
escolas à espera que tudo corra bem, que aprendam, que vençam, que brilhem, que
se construam como seres bem formados, Pessoas. E àqueles que nos depositam as
crianças para que estejam devidamente ocupadas, fora de casa, onde podem comer
a baixo custo, mandar os professores, funcionários e colegas para todos os
sítios inimagináveis, sem que nada lhes aconteça, pois obtiveram um estatuto
que lhes permite degradar a vida de quem os rodeia, e ainda são protegidos pelo
sistema, ganhando terreno dia sim, dia sim, até ao dia em que as nossas escolas
não passem de lugares onde esta gentalha passa o dia para não andar na rua a
roubar velhinhas.
Brindemos, pois, passados quarenta anos sobre o 25 de
abril de 74, à bela merda em que nos encontramos. Brindemos àqueles que no
palco da dita democracia se encheram até não nos deixarem nada, àqueles que se
apoderaram legalmente daquilo que não lhes pertencia, àqueles que nos fizeram
ir ao fundo, mas que estão confortáveis, pois asseguram-se disso com muito
cuidado. Brindemos às Milus das festas das escolas, a todos os bandidos que
continuam em liberdade a cagar sentenças…
Brindemos , pois, ao Teatro!
sexta-feira, 21 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
domingo, 16 de março de 2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
'Bora jogar à forca? Esta é fácil...nível básico!
1. Qual primeira palavra que se ouve quando se chega à escola?
C _ _ _ _ _ O
Letras disponíveis:
abcdefghijklmnopqrstuvwxyz
Acertou? Muito bem!
Nível intermédio:
2. Qual a última palavra que se ouve quando se sai da escola?
F_ _ _ - _ E
Não, não leva tracinho, diz-se hífen! Pois...
Acertou? Boa!
Agora, nível avançado:
3. Qual a palavra que designa o castigo aplicado a quem pronuncia sistematicamente essas palavras?
- - - - - -
Pois, não sei por que letra começa ou acaba... o nível é tão avançado que eu também não chego lá... Peço desculpa...
quarta-feira, 12 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
A propósito de votos de confiança e de incentivos...
Não sei se é da idade, PDI, e do seu peso, do cansaço de trinta anos de trabalho, sagrado, se da pressão dos exames e do gosto que faço quando os meus alunos se saem bem, ou se é mesmo da intolerância à preguiça, falta de brio, falta de estudo ou de uma irresponsabilidade partilhada entre alguns alunos e suas famílias que desculpam tudo e mais alguma coisa aos seus meninos. Não sei do que é, mas estou à beira de um ataque de nervos e não há «comprimido» que ajude! «Professora, tomou o comprimido?» «Sim, linda, tomei, mas não faz nada contra isto: terrível, pretérito imperfeito!»
Expressões proibidas nas minhas aulas: «não sou o único», «não percebi o que era para fazer e, por isso, não fiz o TPC», «não ouvi/esqueci-me»! Porquê? Porque me farto de repetir, explico, volto a explicar, faço boneco se for preciso, digo na aula, volto a fazer no «Apoio», vezes e vezes sem conta. Só posso ser uma merda de uma professora! Hoje dei por mim a pensar que precisava de uma pausa, não de um Kit Kat, era mesmo de ir para casa, para longe, ver o mar, qualquer coisa que me afastasse de uma frustração imensa que me magoa, me sufoca, me deprime e comprime até à exaustão, à falta de ar... E como se não bastasse ainda levo com uma chazada envolta em incentivos e votos de confiança!
Não há mesmo pachorra! Talvez tenha feito uma péssima escolha, ao tornar-me professora, eu que fui péssima aluna! É possível! Mas aprendi a gostar do que faço, a respeitar o meu trabalho e o dos meus alunos, sobretudo a respeitar as vidas tão difíceis destas crianças que nos passam pelas mãos, que fazem «diretas» para tomar conta dos irmãos enquanto as mães andam «na vida», que estão em instituições porque as famílias não o são, ou porque não têm dinheiro para os aquecer ou alimentar, e os miúdos entendem, isso entendem! Não entendem o abandono, a falta de amor, a falta de regras, a desresponsabilização, porque, um dia mais tarde, vão cobrar, de um modo ou de outro, tudo isso a quem tinha a obrigação de educar.
Não há mesmo pachorra! Talvez tenha feito uma péssima escolha, ao tornar-me professora, eu que fui péssima aluna! É possível! Mas aprendi a gostar do que faço, a respeitar o meu trabalho e o dos meus alunos, sobretudo a respeitar as vidas tão difíceis destas crianças que nos passam pelas mãos, que fazem «diretas» para tomar conta dos irmãos enquanto as mães andam «na vida», que estão em instituições porque as famílias não o são, ou porque não têm dinheiro para os aquecer ou alimentar, e os miúdos entendem, isso entendem! Não entendem o abandono, a falta de amor, a falta de regras, a desresponsabilização, porque, um dia mais tarde, vão cobrar, de um modo ou de outro, tudo isso a quem tinha a obrigação de educar.
Não me preocupa o que os meus alunos pensam de mim, que sou muito exigente, que falo alto, que sou muito rígida, tudo isso é verdade! De mim não dizem que não sei o que ando a fazer, que chego tarde, que sou balda ou que sou injusta.
Mas o que fazer com quem não quer, com quem não faz, mas diz que tenta (não há pior...) e o que dizer dessa espécie sem ponta de vergonha que dá explicações «de tudo» de Português a Matemática, passando pelas Ciências e pela História, dando ainda uma mãozinha no Inglês? Levam a massa aos pais, não ensinam nada como deve ser, não conhecem os programas, as metas, e ainda fazem comentários aos professores que nunca viram na vida! «Os testes da professora são muito exigentes!»; «Estou disponível para discutir os critérios de classificação com a professora!»... Mas o que é que é isto!
Fica um aviso! Mais uma intromissão de uma qualquer dita explicadora, que dá tudo, sabe Deus como, e talvez tenha de prestar contas com o IRS...
Fica um aviso! Mais uma intromissão de uma qualquer dita explicadora, que dá tudo, sabe Deus como, e talvez tenha de prestar contas com o IRS...
Depois não digam que eu não avisei, estou à beira de um ataque de nervos!
segunda-feira, 10 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
sexta-feira, 7 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
Van Morrison - These Are The Days
These are the days of the endless summer
These are the days, the time is now
There is no past, there's only future
There's only here, there's only now
Oh your smiling face, your gracious presence
The fires of spring are kindling bright
Oh the radiant heart and the song of glory
Crying freedom in the night
These are the days by the sparkling river
His timely grace and our treasured find
This is the love of the one magician
Turned the water into wine
These are days of the endless dancing and the
Long walks on the summer night
These are the days of the true romancing
When I'm holding you oh, so tight
These are the days by the sparkling river
His timely grace and our treasured find
This is the love of the one great magician
Turned water into wine
These are the days now that we must savour
And we must enjoy as we can
These are the days that will last forever
You've got to hold them in your heart.
terça-feira, 4 de março de 2014
Carnavais
Antes de 74 o Carnaval não chegava às escolas, havia os estalinhos, as rabichas, as bisnagas, as serpentinas e os confettis, mas nas nossas casas e nas ruas, com moderação. Nesse mesmo ano, entrei numa aula de Matemática com sardas pintadas na cara e uns totós com lacinhos aos quadradinhos em azul e branco e passei a maior vergonha de ouvir: «vai lavar a cara».
Logo no ano a seguir o Carnaval instalou-se à grande nas escolas, tipo Maduro/Carlos do Carmo, é quando um homem quiser! Foi a partir daí que comecei a faltar às aulas à sexta-feira antes do Carnaval, não estava disposta a levar com ovos, farinha, sabão à mistura e a ver aquela javardice que os nossos «queridos» colegas faziam às «contínuas» e aos mais fracotes, tantas vezes indefesos... Uma perfeita nojeira. E saindo de casa também não estávamos a salvo, ovos pelas janelas abertas dos autocarros, bombas de mau cheiro atiradas para dentro dos prédios... Sobravam as festas de Carnaval, essas sim, divertidas, inócuas, com alguma malandrice à medida das nossas idades.
Anos mais tarde, já mãe, nas Caldas da Rainha, havia sítios por onde não se podia passar de carro com janelas abertas ou portas destrancadas, era um tiro ao alvo certo, ovos a entrar por onde pudessem entrar. Carnaval? Isto?
E nas escolas? Continuam as bombas de mau cheiro, apesar de proibidas por lei, desde a sua comercialização à utilização por alunos nas escolas.
Sempre ouvi a expressão «brincar ao Carnaval», mas aquilo a que assisti, na maior parte das vezes, foi a «vingança» permitida e encapotada contra aqueles em quem ao longo do ano não podiam tocar.
Mas nem tudo é mau, nojento, foleiro ou piroso, há gente que sabe divertir-se e divertir os outros e são esses que contrariam os imbecis que, por serem prepotentes, por se acharem mais do que os outros, melhores do que os outros, quem sabe se inspirados por alguma divindade, tentam impedir a malta de «brincar ao Carnaval».
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