Arre, que tanto é muito pouco!
Arre, que tanta besta é muito pouca gente!
Arre, que o Portugal que se vê é só isto!
Deixem ver o Portugal que não deixam ver!
Deixem que se veja, que esse é que é Portugal!
Ponto.
Agora começa o Manifesto: Arre! Arre!
Oiçam bem: ARRRRRE!
Álvaro de Campos, in Fernando Pessoa, Livro de Versos, edição crítica, introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes, ed. Estampa, Lisboa, 1993, p. 21

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