Se
eu fosse o mar, não me gabaria da beleza fantástica que teria, da profundeza,
do efeito que teria no mundo. Mas mesmo assim, reconhecê-lo-ia porque acho que
ele o reconhece.
Traria
de volta à praia, com toda a minha extraordinária força, as pessoas e «coisas»
que para lá foram e nunca mais voltaram para casa.
A
relação que teria com a minha namorada, a areia da praia, seria impressionante,
aquele beijo que lhe daria de segundo em segundo…
Mar do ocidente, mar do Índico, mar do Atlântico,
mar da Antártida… é impressionante a maneira como, mesmo espalhados pelo mundo
em sítios diferentes, são um só. Mesmo com essa magia impressionante que todos
têm, gostaria de ser o mar índico porque o homem transportaria especiarias
através de mim, para todo o mundo, o que me tornaria também uma especiaria, ou
seja, ainda mais especial.
Eu
sei que nunca vou ser esta bomba, é assim que lhe chamo, mas é sempre bom
sonhar, viajar pelo pensamento.


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