terça-feira, 21 de maio de 2013

Se eu fosse…



         Se eu fosse o mar, não me gabaria da beleza fantástica que teria, da profundeza, do efeito que teria no mundo. Mas mesmo assim, reconhecê-lo-ia porque acho que ele o reconhece.
         Traria de volta à praia, com toda a minha extraordinária força, as pessoas e «coisas» que para lá foram e nunca mais voltaram para casa.
         A relação que teria com a minha namorada, a areia da praia, seria impressionante, aquele beijo que lhe daria de segundo em segundo…
          Mar do ocidente, mar do Índico, mar do Atlântico, mar da Antártida… é impressionante a maneira como, mesmo espalhados pelo mundo em sítios diferentes, são um só. Mesmo com essa magia impressionante que todos têm, gostaria de ser o mar índico porque o homem transportaria especiarias através de mim, para todo o mundo, o que me tornaria também uma especiaria, ou seja, ainda mais especial.
         Eu sei que nunca vou ser esta bomba, é assim que lhe chamo, mas é sempre bom sonhar, viajar pelo pensamento.
Beatriz Pombo
  6ºG,  Nº3

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