quinta-feira, 20 de junho de 2013

«Eu sei que isto que agora escrevo vai circular nos blogues dos professores, vai ser adulterado, deturpado, montado conforme dê mais jeito: já o fizeram no passado, inventando coisas que eu nunca disse, e só custa da primeira vez.» MST.

     Não é verdade, custa sempre e  não te leio, não te ouço e não te respeito... Tenho mais o que fazer!
     Mas custa, sobretudo, ver que há quem tenha tempo de antena para denegrir toda uma classe que se entrega de corpo e alma, num espírito, exemplar, de missão, ao sucesso dos seus alunos.
    Sou pouco lida, felizmente, assim não tenho de me preocupar com as opiniões dos outros (coisa que nunca me preocupou...) mas ver esmiuçado em artigos de opinião, cuja opinião não vale nada, nem dois traques, ou valendo o que vale, o trabalho de cada dia, que nunca é igual, porque nunca fazemos o mesmo, hoje é um teste, amanhã uma composição, depois a matéria nova, uma carrada de exercícios para sistematizar, um texto lindo de morrer para decorar e embevecer quem o ouve... Brincamos? 40 horas??? Quantos sábados, domingos, feriados... quantas noites? Três meses de férias? Desde quando? Está tudo louco? Não têm mais nada para fazer? Será que a verborreia de quem pode não tem fim? A manipulação? Claro que estamos à mão, se a coisa não corre bem a culpa é sempre nossa, os outros não são como nós. Nós não somos pais, não somos família, não temos de enfrentar as mesmas dificuldades que os outros, não somos normais, temos super-poderes, regalias, estamos imunes aos problemas do dia-a-dia, não temos contas para pagar, não temos filhos com problemas, não temos horários para cumprir, nem temos chefias a quem temos de prestar contas... Convivemos, diariamente, com a nata da sociedade, os colegas são os maiores, as escolas estão muito bem apetrechadas, temos estores que funcionam, computadores topo de gama e cadeiras, super-confortáveis, que não nos rasgam as meias. No inverno, podemos despir os casacos, nós e os alunos, as salas estão aquecidas, são confortáveis, arejadas, saudáveis, e no verão podemos escancarar as janelas, porque os 40º não chegam às salas...
     Ao mudar uma aluna de lugar, porque falava desalmadamente com outra, respondeu-me que não queria ir para ao pé da janela porque tinha frio! Tínhamos todos! E temos calor agora...
    Não temos ar condicionado, nem queremos, queríamos as obras prometidas há anos, queríamos os agentes cancerígenos fora da nossa escola, queríamos salas confortáveis para podermos cantar de galo como alguns que não sabem o que é estar numa escola, mas falam como se lá fossem todos os dias!
     

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