Há dias, mais do que outros,
em que me lembro de coisas antigas, calculo que já tenham prescrito, assim como
os golpes de tanta e boa gente da nossa praça!
O Variações é que tinha razão, que ideia é essa a de pôr
Vanessa às nossas meninas? Não sei se a mãe se chamava Maria Albertina, talvez
não se chamasse assim, daí ter ignorado o apelo do artista. Mas mesmo assim!
Que ideia! Mas o mal não estava na Vanessa mas na senhora sua mãe.
Há a «História da Baleia», uma obra-prima de António Sérgio,
que leio e releio com os meus alunos, todos os anos, sempre que posso… Mas como
não gosto nem quero repetir os meus testes, faço-os sempre de raiz, o da Baleia
nunca mais saiu… Ficou só o texto para ler e reler. Então, voltemos ao que
interessa, naquele teste a tal da Vanessa não pescou nada! Nada de nada! Eu
imagino a atrapalhação da criatura quando leu que havia no mar um salmonete
vermelhete que nadava sempre atrás da orelha da baleia para não ser comido por
ela, pois o nobre e generoso cetáceo já tinha comido todos os peixes que havia
no mar… Mas só consegui imaginar essa atrapalhação depois de uma negativa baixíssima,
em que nada fazia sentido, em que a baleia era tudo menos um generoso cetáceo.
Falei com a senhora, que não se chamava Maria Albertina,
certamente, explicou-me que lá em casa era assim que designavam as pessoas
obesas, fortes, com excesso de peso, gordas, vá! Baleias!
Está certo! De certeza sinal dos tempos, tendo em conta que
já tínhamos Oceanário, Expo98 com toda a informação associada, mais quatro anos
de escolaridade para a criaturinha pequena, a tal Vanessa, e uma família
supostamente educada! Baleias!


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