E ao fim de sete anos, sem mais nada para dizer, porque já tinham dito tudo um ao outro, o gigante regressou a casa... E como o gigante, já tenho pouco para dizer. Fico à espera que as letras das canções falem por mim, que digam o que eu já tentei dizer tantas vezes, que me preencham os silêncios. E fala pelos cotovelos, fecha a matraca, isto era mais ou menos o cenário de antigamente, tudo era assunto, tudo era tema, uma alegria no falar, na conversa, nunca me faltavam as palavras, mas não era falar por falar, era falar para conhecer, por prazer, para descobrir, para marcar posição, defender pontos de vista. Hoje «estás muito calada» e é verdade. Falo mais por falar, mais para não estar calada, mas digo pouco, porque quando digo, já vem tudo tão processado, tão pensado, tão mal digerido que nunca é coisa boa o que sai. Filha de quem sou, de um falar interminável e de um silêncio ensurdecedor, este é o resultado. Cada vez mais parecida com um e outro no pior de cada um.
«I´m in this house, I´m in this home all my time», «I'm ok»

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