sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Uma carta ao Menino Nicolau III


Évora, 3 de Fevereiro de 2011



Amigo Nicolau:
Como estás? Por cá está tudo bem. Estou a escrever esta carta porque quero contar-te uma história que aconteceu lá em casa, achei que irias rir-te muito ao lê-la.
Era dia de panquecas lá em casa, a mãe e o pai tinham ido numa viagem de trabalho e, como o tio que tinha ido tomar conta de nós não era lá muito bom cozinheiro, a coisa não correu como esperávamos
O meu irmão mais velho foi fazer a massa das panquecas. O tio começou a cozinhá-las e, para se armar em cozinheiro, fez como nas pizarias quando eles mandam a massa ao ar, o tio tentou fazer mas não correu tão bem, a panqueca foi ao ar e caiu em cima da ventoinha e espalhou-se por toda a cozinha. O tio pensava que com a farinha a massa se descolasse, mas ainda faz pior pois a cozinha além de estar suja de panquecas e estava branca de farinha. Quando ele olhou viu a cozinha toda suja e pensou que a água seria a solução para limpar aquela porcaria, então foi buscar a mangueira ao quintal, pôs a água no máximo, a mangueira descontrolou-se e ainda bem que nós chegámos, desligámos a água e em vez de termos um belo jantar ficámos a noite inteira a limpar a porcaria que o tio tinha feito.
Espero que te tenhas divertido tanto quanto eu. Um grande abraço da tua amiga,
Ermelinda Geraldina

PS: A mãe e o pai não acharam tanta graça e zangaram-se com todos nós


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