Era uma vez uma ideia que cresceu, cresceu porque foi alimentada de esperança de podermos ver o nosso objectivo alcançado. Cada passo que demos foi regateado, discutido, medido, pensado... e as "coisas" foram ganhando forma e conteúdo.
De repente, assim sem mais nem menos, aparecem aqueles, neste caso são aquelas, que começam a minar o projecto: "Não há condições!"... "Não há condições!" dito alto e em bom som para quem quisesse ouvir e seguir, e arranjaram mesmo os seguidores do "Não há condições!".
Mesmo assim, nós, os que estávamos decididos, não baixámos os braços e mostrámos que ainda não havia condições, mas iam ser criadas. Claro que o movimento "Não há condições!" se remeteu ao silêncio, mas um silêncio tão comprometedor que inviabilizou a passagem da mensagem: a "coisa" faz-se e vai para a frente. E foi!
Mesmo assim, nós, os que estávamos decididos, não baixámos os braços e mostrámos que ainda não havia condições, mas iam ser criadas. Claro que o movimento "Não há condições!" se remeteu ao silêncio, mas um silêncio tão comprometedor que inviabilizou a passagem da mensagem: a "coisa" faz-se e vai para a frente. E foi!
Criámos em conjunto as condições, fizemos limpezas, arranjámos ajudas, angariámos dinheiro e fizemos um esboço de programa para uma festa que começou por ser restrita para ser alargada.
Pensámos em convidar a banda do Exército, soubemos na altura que ia ser desmantelada, o que nos causou uma imensa tristeza, um trabalho consolidado ia ser desperdiçado porque a "crise" chegou a todo o lado!
Acabámos por não convidar essa banda, no entanto, convidámos um pianista e uma mulher de luta, acordeonista e cantadeira para se juntarem aos nossos meninos, estrelas de uma festa dedicada à música e não só...
Mas, como há gente que vive do trabalho dos outros, esses vão-se chegando à frente: eu é que tive a ideia... eu é que dei o material, eu é que pago aos professores... eu, eu, eu! De repente, os convidados acham-se donos da festa, do espaço, do NOSSO programa. Eu...eu...eu...
E onde fica o nós? Onde fica a "organização"? Onde fica a equipa? Onde estão os nomes impronunciáveis de quem trabalhou todos os dias, dia e noite, Sábados, Domingos, feriados? Onde ficam os miúdos? E todos aqueles que financiaram este projecto comprando bilhetes e rifas...
E onde fica o nós? Onde fica a "organização"? Onde fica a equipa? Onde estão os nomes impronunciáveis de quem trabalhou todos os dias, dia e noite, Sábados, Domingos, feriados? Onde ficam os miúdos? E todos aqueles que financiaram este projecto comprando bilhetes e rifas...
Não nomear quem, por simplicidade, é mais uma injustiça a juntar a tantas outras...
Exigir que agradeçamos a quem nos devia agradecer é no mínimo insultuoso!
Exigir que agradeçamos a quem nos devia agradecer é no mínimo insultuoso!
Disse que esta história tinha vilões, mentirosos e trapaceiros... pois tem, se calhar por simplicidade também não os nomeio, mas tem heróis: Célia Nobre, Mariana Fortunato, Inácia Cruz, Carlos Santos, Jorge Santos, Mª da Luz Ramalho, Zezinha Cardoso, Helena Quadrado, Ângela Barrigó, Ana Borges, Aurora Carapinha, Inês, Afonso e Domingos Barreto, e o meu querido marido, Domingos Barreto, sem ele nada disto teria sido possível.
E não, não permito comentários, não há qualquer comentário que se possa fazer... Só um mesmo: acho sempre que estando do lado da razão tenho os razoáveis comigo, um engano descomunal!




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