sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Como se fosse ontem...

     Adorava ter uma memória selectiva! Mas não, tenho uma memória de elefante e lembro-me, lembro-me como se fosse ontem, sobretudo, das coisas que me entristeceram, magoaram, que me endureceram enquanto pessoa. É verdade! Podia ser ao contrário! Podia ter feito um «best of» das minhas recordações, das boas, claro! E apagar as más, que só têm contribuído para remexer e remoer um passado remoto, distante, mas sempre presente!
       O que sentimos é nosso, exclusivo, às vezes é partilhado, mas mesmo nessa partilha há uma parte que é só nossa!  Tem o nosso toque, o nosso cheiro, o nosso sabor! Nem vale a pena dizer que também... não é verdade! Há sempre dois lados para a mesma história.
Ficar-se espantado por me lembrar de tantas coisas que foram acontecendo ao longo da vida não dá direito a espanto, é uma bênção, nos dias que correm! Não reconhecer uma cara é diferente, e não me perdoo pela figura de malcriada que faço quando isso acontece! 
         Mas o que cada um vive, a forma como o faz, a intensidade que dedica, ou o grau de mágoa que lhe atribui faz com que cada memória tenha o seu valor. E aquilo que para uns não tem qualquer valor, para nós pode ser uma razão para o prolongamento de uma tristeza que mais parece infinita!
E a vida é assim! Como dia o outro: «É a vida!» 
       Fazemos do nosso dia-a-dia uma busca incansável da felicidade que se traduz em momentos cada vez mais efémeros, não esquecendo nunca a promessa de fazer quem vive connosco feliz!

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