quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Facebook III

Já lá vão dois anos, dois anos disto! Liga, desliga, uma relação amor-ódio! 
Reencontrei montes de gente, fiz-me amiga de gente que nunca vi, de pessoas de quem não gosto assim tanto, de gente que não quero ver nunca mais, de gente que não vejo há séculos, ou de quem nunca fui amiga, de alunos, antigos alunos, de pais de alunos, sei lá... Não sei se é gente a mais, mas deve ser, porque já me desamiguei de amigos que o foram há muito tempo e, por alguma razão, o deixaram de ser já naquela altura, mais todos aqueles cujas subscrições cancelei de tão «chatos» são com as suas publicações que nada me dizem (devem tê-lo feito também a mim...) e ainda todos os que estão ocultos por variadíssimas razões, fora os que já bloqueei, tinha de o fazer por uma questão de paz de espírito e saúde mental!(não foram assim tantos, só dois...) Há ainda os «parentes» (palavra feia) que na vida real pouca parte fazem da minha vida e na virtual, então, nem se fala! Felizmente há honrosas excepções, a Maria é sempre um amor!
Mas todos os dias estou «agarrada» à coisa, à espera de publicações diferentes, que me encantam e seduzem, à espera de nem sei bem o quê, se de um like, ou de um comentário dos amigos que adoro, dos filhos que nunca vêem o que publico, ou, simplesmente, para sentir uma presença num mural que é meu!
Há boas razões para me manter «ligada», há o blogue da biblioteca que vive muito das publicações no FB, há o projecto novo das «Vozes de lá e de cá» e a ligação à TMQ faz-se sobretudo no FB, há toda aquela gente que me apazigua a alma e, por vezes me mima e os mimos fazem falta!
Mas a minha vida é sempre a mesma, virtual ou real é assim que sou, amuo, fico danada, adoro, odeio, choro e rio, morro de saudades, fico deslumbrada e nada há a fazer, porque é mesmo assim. O meu mural é o meu espelho e às vezes não me apetece olhar para o espelho e é nessas alturas que vai de desligar a coisa! Da última vez até resisti, não senti assim tanta falta da coisa, mas houve quem desse pela minha falta, fiquei comovida, a Anna perguntou por mim, bastou-me isso para me sentir apreciada... E foi bom, por isso voltei.
No entanto, é bom perceber que é sempre provisório... As minhas zangas são sobretudo comigo própria, daí que, por vezes, a única saída seja mesmo fechar a porta e resguardar-me... Sou lenta na compreensão, sempre fui... Faço deduções pouco lógicas, e quando penso que sim... pois, normalmente, é não! Desbocada, atrevida, emocional... o que for, é assim que sou! Claro que inconveniente também e provocadora, obviamente! 
Por isso, queixo-me de quê?


0 comentários: