sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Lena Vaz ou não vás? Nem uma coisa nem outra, Barreto!

     Para quem nunca foi muito com os nomes, mas que se deixou seduzir por alguns e desdenhou outros, vá-se lá saber porquê, esta pergunta sempre deixou um rasto de irritação, ao que percebi em miúda,  ao longo de gerações. A criatividade humana tem coisas, uma delas é a limitação que dá em repetição... Já o meu pai se queixava do mesmo! Vaz ou não vás? Vá lá, não somos penetra ou penetra murcho, ou pila, ou coxo, ou pão duro ou pão mole...Mas acredito no orgulho que os que o são sentem ao pronunciar o seu nome!
       E somos um nome. O nosso primeiro direito ao nascer. Aquele que ao longo de uma vida é o nosso, o que nos acompanha, aquele cuja fama nos precede, aquele que nos faz ou não jus, aquele que diz quem somos! Podemos mudar de José para Manel, mas deixamos o Caca porque esse nome é o nosso.  Isto tudo para não chegar a lado nenhum. Cada um é o que é! Constrói o seu próprio nome e dá-lhe a repercussão que merece. Já sou Barreto há vinte e oito anos, ou seja, menos de metade da minha vida fui Vaz...
          Não deixei de ser Vaz, apesar de em muitos momentos preferir Costa Santos, o lado da família que mais me atraía, mesmo sendo os (Martins) Vaz os mais próximos. Numa altura em que os registos civis eram o que eram, o resultado entre os nomes dos diferentes familiares era o seguinte: uns filhos do pai, outros da mãe e do pai e ainda outros filhos do avô. Eu fui filha do pai, que por sua vez também o foi, ao contrário dos meus primos, que sabe-se lá porquê só são Martins...
           Hoje deu-me para aqui. Podia ter sido pior!
        

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