Oh, como eu odiava aquele professor de História! Piada?! Sem qualquer tipo de graça! Já o meu pai se queixava do mesmo do seu tempo de estudante(!!!). Engraçadinhos sempre os houve, mas com este eu vingava-me (achava eu) quando falava do «pilão» (ih, ih, ih, risos parvos de miúda parva) dos romanos, no meu primeiro ano no D. Diniz, em 72/73.
Esta introdução para referir que, na família Martins, somos as únicas Vaz, Martins Vaz! Pois... Quando o meu Domingos soube que eu era Vaz, pensou duas vezes, ele lá tinha as suas razões! Adiante! Mas esta questão dos Vaz e dos Martins tem o que se lhe diga! Quando eu disse uma vez que era mais Costa Santos do que Martins, também tinha as minhas razões! Os Costa Santos berram uns com os outros, discutem desalmadamente, dizem tudo o que têm a dizer e se for preciso pedem desculpa, mil vezes se for necessário. Falam de tudo, do conveniente e do inconveniente, lavam a alma, entregam-se, amam como se não houvesse amanhã e magoam, magoam... Mas falam e dizem e amam.
Os Martins calam. Fica o silêncio, a solidão, a angústia do silêncio, porque são frios na dor, e sofrem sozinhos e fazem sofrer. E calam-se, deixam o silêncio tomar conta das suas vidas. Rompem, rasgam, põem gravatas encarnadas quando estão de luto, porque assim mostram aos outros como estão acima de qualquer outro ser, porque, na lei da sobrevivência, sobrevivem os mais fortes, e os Martins são fortes. Pois eu sou Costa Santos. Prefiro mil vezes gritar e chorar, pedir desculpa pelas barbaridades que possa dizer do que calar, calar, calar, e ser, finalmente, consumida pelo silêncio.
Prefiro ser Costa Santos....

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