sexta-feira, 16 de maio de 2014

Reflexão II

         Segunda-feira, 8.33h, chamada em pânico para o 112! 
      «Ai o meu coração!» Nem ouvi mais nada, por favor, uma ambulância, tenho um miúdo em crise cardíaca! Depressa! «Tenha calma, professora, acalme-se e leve a criança para um local longe dos outros miúdos!» Calma? Longe? Alguém estará preparado para isto? Desculpa, miúdo! O que andamos nós a fazer com esta gente? O que anda esta gente a fazer connosco? A uma semana das provas finais andamos todos num stress que não se justifica. Nós, porque trabalhámos tanto, só queremos que eles mostrem que sabem, eles porque sentem a nossa pressão e nem sempre sabem reagir, porque são miúdos. Ainda há aqueles que se estão rigorosamente nas tintas, para ser simpática, o que for será! Esses nem sabem o que é pressão, stress, é o que for, e saem da prova a dizer «Fácil!» ou «Muito fácil!».
           O exame é amanhã! Digo isto desde o ano passado. Ó professora, estamos no 5º ano, é só para o ano! Enganam-se. O exame é já amanhã. E o amanhã chegou. Estão a ver como eu tinha razão? Já não há mais nada a fazer. Esperar que tenham juízo e cabeça fresca, como dizia a minha mãe, porque a sorte não é para aqui chamada.


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