Antes ter a mania da perseguição, a atirar para a esquizofrenia, ser ligeiramente bipolar, catavento ou espalha-brasas, do que ser patologicamente hipócrita, cínica ou mal-educada!
A minha avó Rosalina não tinha apelido, melhor dizendo, tinha um segundo nome que lhe servia de apelido, da Ressurreição. Mulher do povo com pouca instrução que terá feito das tripas coração para criar os treze filhos que lhe foram morrendo e a quem o meu avô, como bom Martins, na hora da morte terá pedido desculpa pelo mal que lhe fizera. Ficaram uns quantos filhos, os mais fortes, segundo dizia o meu pai. Não sei se seriam os mais fortes, os mais duros certamente. Duros em tudo, de tal modo que deixaram as suas marcas de dureza nos seus descendentes.
Neste momento o meu nome é Maria Helena Costa Santos (mil vezes) da Ressurreição Salvação Barreto. Sim, porque não posso ser só filha da mãe! Tenho de ter alguma coisa do lado do pai! Já que o meu pai era só filho do pai dele no nome, recuperemos a Ressurreição! Mas o Martins pode ir às urtigas com a sua dureza, os amuos e tudo aquilo com que nos magoaram e magoam ainda hoje!
Há coisas que não se fazem e quando se fazem, ultrapassando-se todos os limites, os da educação, do respeito, já não há volta a dar...
Triste? Zangada? Rancorosa? Não, só mesmo ofendida.
Triste? Zangada? Rancorosa? Não, só mesmo ofendida.

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