Vim para esta terra por opção. Medi e pesei os prós e os contras, falámos em família, na medida do que é possível quando se fala de coisas muito sérias com miúdos de 10, 8 e 4 anos. Mas falámos e acabámos por vir para a cidade onde a Inês, uns anos antes, disse nunca vir viver. Foi a primeira a ir-se embora, seguiu-se o Afonso e depois o Domingos. Ficámos nós, os velhotes e os canitos, tudo o que me prende à casa. São semanas, meses de espera pelas visitas, pelas viagens, pelos encontros, sempre curtos, sempre a saber a muito pouco.
A escola está a 5 minutos de casa, vou e venho a pé. Os miúdos... vou gostando deles, muito até e de muitos. São poucos, felizmente, os que me deixam os cabelos em pé! Gosto do que faço e sei que dou o litro para fazer bem. Nem sempre tenho bons resultados, mas nunca disse: «já expliquei três vezes a voz passiva!», eu não sei quantas vezes explico seja lá o que for. Penso que nunca deixo de explicar, até à exaustão! Mas não tenho vocacionais, pief's, projetos de bandidos já com barba na cara mas que nada querem aprender. Malta que chama, na melhor das hipóteses, bruxas às professoras, que dizem que fazem a folha aos professores, e que abancam na escola até aos 18 anos com tudo a que têm direito, até a mais professores por turma do que alunos. Isto eu não tenho.
E se sair daqui? Onde ficará a escola? Onde ficará a minha casa? Longe da escola, perto dos filhos? Como vou e venho? E o horário? E os «colegas»? Estes já são o que são, até há quem se dê ao desfrute de gamar os meus óculos de cima de uma mesa na sala de profs. Claro que há aqui gente que eu adoro, a minha Perdigota, a Zé Diogo, a Zezinha, a Lina, a Glória (que descobri agora), o Fragoso, a Luzinha, até a Adelaide e mais alguns. Mas as direções têm-me deixado tanto a desejar, gente invejosa e pretensiosa, doutores da mula russa com a mania que são mais do que os outros, grupinhos de gente sem caráter que diz que a gestão de uma escola é o seu projeto de vida (??????????), salvas raríssimas exceções, a malta que circula pela gestão destes espaços é uma cambada de borrabotas! Mas deve ser assim em todo o lado, o que me deixa ainda mais apreensiva e preocupada.
Então, o que hei de fazer? Perder qualidade de vida, voltar a andar de autocarros, metro, bichas (sim, porque eu sempre disse bichas e não é agora que digo filas!), sair de casa às 7 para estar às 8 sabe Deus onde? Ir para o pé dos meus filhos, dos meus (quase) netos, poder ir visitá-los quando eles me quiserem com eles? Ir ou ficar? E os meus canitos... será que iam achar alguma piada a isto tudo?
E o meu velhote? Será que conseguiria a transferência, será que ficaria melhor? Livrava-se do Pires, imbecil chapado arraçado de Aranha, de dedo espetado, convencido que é chefe, não faz e não deixa fazer, que é como quem diz, não fode nem sai de cima! E por estas bandas há tantos desses, que têm raiva de quem faz e faz bem e que ensombra e assombra esta escória, uma bela cambada de medíocres armados em chefes e ao pingarelho.
E o meu velhote? Será que conseguiria a transferência, será que ficaria melhor? Livrava-se do Pires, imbecil chapado arraçado de Aranha, de dedo espetado, convencido que é chefe, não faz e não deixa fazer, que é como quem diz, não fode nem sai de cima! E por estas bandas há tantos desses, que têm raiva de quem faz e faz bem e que ensombra e assombra esta escória, uma bela cambada de medíocres armados em chefes e ao pingarelho.
Cada vez mais confusa. O QUE É QUE FAÇO?

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