09 de março de 2015
Memórias
Querido diário, hoje a minha avó morreu e eu estou muito triste porque não estava à espera, eu não queria que ela morresse, a minha avó tinha oitenta e seis anos, ela tinha um sorriso lindíssimo, tinha olhos azuis e adorava arroz doce.
A minha avó teve um AVC, no ano passado, e perdeu grande parte da memória e também deixou de conseguir andar, lutou sempre pela vida até que chegou a altura de se ir embora pois um dia tinha de ser. A última frase que ouvi dela foi «Estou muito doente», quando ela disse isto desfiz-me em lágrimas, pois há quase um mês que ela não dizia uma palavra.
Diário, agora que não tenho aqui a minha avó Inácia, pois era assim que ela se chamava, parece que a minha vida parou e que nunca mais vai voltar ao que era pois ela tratava-me tão bem e queria que eu estivesse sempre bem. Mas tenho de me despedir dela, pois nunca mais vai voltar.
Memórias
A memória que vou contar é sobre a minha avó paterna que já faleceu.
A memória que eu tenho da minha avó Inácia é que ela era simpática, bonita, tinha os olhos azuis, era magra e tinha um sorriso lindíssimo, ela adorava-me e eu adorava-a a ela. Sempre que eu ia ver a minha avó ela estava pior, mas mesmo assim, quando me via, dava-me a mão e apertava-a. A minha avó nunca gostou de comer, só gostava de comer doces e por isso o meu pai sempre disse que eu era parecida com ela, pois eu só gosto de comer doces. O doce preferido da minha avó era arroz doce, e o meu doce preferido é arroz doce. A minha avó sempre foi adorada por toda a gente e nunca fez mal a ninguém.
Esta foi a memória com que eu fiquei da minha avó e espero que seja isto que a minha avó queria que ficasse na minha mente.

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