O manifesto/ exposição que se
está a elaborar é o pretexto para a reflexão que partilhamos com todos.
Ele é o segundo documento, na
história recente do “ velho” agrupamento nº2 de Évora, que é redigido pelos
professores, para dele ser dado conhecimento às forças políticas que regem o
destino do nosso país.
O primeiro foi aprovado em
plenário de professores e educadores, no fim da tarde do dia 20 de Novembro de
2008, no contexto da luta contra o modelo de avaliação docente estipulado pelo
Decreto Regulamentar 2/ 2008.
Para os não despojados de memória
curta, esta reunião foi considerada, num primeiro momento, ilegal, por não ter
sido convocada por nenhuma das estruturas educativas previstas na legislação em
vigor. Se se tivesse mantido este cenário, os promotores da iniciativa, tinham
ponderado a hipótese da sua realização à entrada da Escola André de Resende…
A nossa história em comum começou
a construir-se, verdadeiramente, a partir deste momento e, face às adversidades
com que nos fomos confrontando, crescemos pessoal e profissionalmente, com e ao
lado uns dos outros. Alguns dos intervenientes neste acontecimento, que
consideramos histórico, já não partilham connosco as agruras da profissão, mas
fazem parte da memória deste agrupamento. Outros, que se mantiveram à margem e
até contra esta manifestação de força, partiram para outras “lutas” e, alguns,
continuam a disparar em todas as direcções. Estes cresceram, essencialmente,
sozinhos e/ou contra os outros…
Uma 2ª etapa do fortalecimento da
coesão deste grupo de profissionais aconteceu muito recentemente: até os mais
optimistas não acreditavam que fosse possível manter a greve às avaliações, mas
todos conseguimos, mais uma vez, unirmo-nos em torno de um objectivo comum.
Hoje estamos outra vez juntos.
Num contexto mais alargado (o novo agrupamento nº2 de Évora) mas igualmente
determinados a fazer ouvir a nossa voz e mostrar que não queremos desistir da
qualidade da escola pública e do trabalho educativo que, JUNTOS e TODOS,
realizamos.
Ao longo dos anos, cada um de nós
foi projectando a sua imagem e deixando a sua marca nos processos que
caracterizam a actividade docente. Já não somos, hoje, aquilo que fomos antes
de trabalharmos juntos, mas, muitos dos que subscrevem este manifesto
mantêm-se fiéis aos princípios humanistas de solidariedade activa e de respeito
pelos outros. Alguns foram inflectindo conforme os seus interesses pessoais…
É assim a vida…
Boas férias.
Lourdes Dordio e Mª de Belém
Fonseca

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