segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Se alguma vez imaginei ter o Elísio nas mãos!


     Vai-te a eles!
  Terceira nota de rodapé (eliminadas que foram as duas primeiras para evitar constrangimentos e mal-entendidos):
Optei por eliminar deste post o meu texto. Não pretendo incomodar ninguém, muito menos o Elísio, a quem peço desculpa...
 Vai-te mesmo a eles! 
   
  Passadas as eleições, nada do que eu gostava que acontecesse... volto a pôr o post no devido lugar.  

 Nota de rodapé:
      Há uma carrada de anos, quando a literatura infanto-juvenil estrebuchava por falta de quem investisse na leitura e nos leitores, apareceu Alice Vieira, Rosa, minha irmã Rosa foi um sucesso, nada de pasmar num universo moribundo, cheio de carências, onde brilhava Sophia e pouco mais...
           Penso que o sucesso sobe rapidamente à cabeça de quem o alcança, não é um pecado nem um crime, mas pode ser uma chatice (há uns anos, Marina Alberty teria dito, chatice não, aborrecimento...)! Adiante! Vieram outras obras, mais chatas umas que outras, mas tudo no mesmo registo. Se no princípio da minha carreira lia com algum entusiasmo Alice, nos anos 90 já não aguentava! E, sei lá como ou porquê, um dia, em Óbidos, alguém da direção vem chamar-me porque a Alice Vieira estava na nossa escola e não tinha público. Não fui tida nem achada! Mas, apesar de rebelde, sou também e ocasionalmente bem mandada. Lá fui para a biblioteca com uma carrada de putos que nunca tinham ouvido falar da dita Alice. A senhora ficou possessa, com carradas de razão, mas não fui eu que a convidei! Nem sei por que razão quem a convidou não estava, mas, por respeito, lá a recebi e ela recebeu-me com uma tal má-vontade. irritação, deselegância e desprezo que até hoje não sinto vontade nenhuma de a ler. 
         Mais tarde, numa Feira do Livro em Lisboa, a Inês resolveu que queria um livro da dita senhora. Ora nada me ocorreu senão dizer «estou farta da Alice Vieira!», claro que com o meu nível de pontaria, era dia de autógrafos, e lá estava ela mesmo ao meu lado, com o mesmo ar de ofendida que lhe conheci uns anos antes...
          Ainda bem que ela faz lista com o Elísio! Ainda bem que ela não sabe quem eu sou, muito menos que sou prima dele! :-)

 Segunda nota de rodapé:
    Tenho de pedir desculpa, coisa que não me custa... Mas as desculpas evitam-se e eu não as evitei. Nunca me passou pela cabeça que a Alice Vieira (que me merece o maior respeito) me lesse, mas leu! 
      Não vou entrar em «polémicas», as minhas memórias até hoje não me traíram...


1 comentários:

Unknown disse...

Deve estar a fazer confusão, nunca fui a nenhuma escola nem a nenhuma biblioteca de Óbidos e não sou nada do género de fazer fitas se há pouca gente --o que, digo-lhe, até hoje nunca aconteceu, e vou a escolas e bibliotecas praticamente todos os dias durante o ano lectivo...Sou bem disposta por natureza, como sabe toda a gente que me conhece.
mas pronto,uma confusão qualquer pessoa faz...
Um abraço
ALICE VIEIRA